Entende Alegria, que não existe comparação
enquanto não compreendemos o que nos cerca.
Mesmo após, que diferença fará?
é tal qual tentar colher o destino que semeamos.
Deixemo-o lá para admirar
enquanto plantamos outros.
o tempo é mais gostoso na ausencia
quando sobram dele apenas ecos numa parede próxima
segundos cobertos e incansáveis.
o silencio tem sido delicioso
ele compartilha vibrações com pequenos grilos
e apitos irritantes no portão.
a moça é cada vez mais maravilhosa
quando se levanta descabelada
exibindo longelineas pernas num short curto
Que será do momento
quando o toque gentil rasgar a pele?
E o instante de separação
de úmidos lábios aquecidos?
Mas e a suave corrosão do tempo,
em galáxias pelo espaço
quando olhar, Alegria, em seus olhos?
E o temor, frenesi incontrolável,
quando segurar suas mãos, Alegria?
Passará?
Os desejos ficam
desapercebidamente
saltando e sorrindo.
Ousar no destino
nossos desejos amorfos
puros e sinceros.
A presença, toda
maior que a definição,
transborda e preenche

É noite.
é um denso tenso encaracolado
profundo distante.
Moldura negra preta
encaracolada.
—–
O foco nos eixos milimetrados
desalinharam e desafinam.
A xícara entorna, deságua e retorna
o foco no eixos monocromáticos
afinados e alinhados.
A xícara, transborda cheia.

Ao abraço insólito,
descarna alma comum do dia comum.
Transcendetal na forma,
revelador no contexto.
Se esvai o comum do dia comum.
Sobra-me um sorriso desnudo,
uma alma junto a minha
e mãos sobre minhas costas.

tédio sempre avança,
o surge aurora sem sol,
se vai depois dele.


Traz, no combate árduo,
rasga os mantos do destino,
orgulho ao aprendiz.
