Acordo a noite e vejo
Uma doce bailarina
Se contorcer em meus olhos
Suas vestes, púrpuras, rasgadas,
Desfazem-se a cada movimento
Mas quanta graça há no seu bailar
Convida-me e vamos
Conduz-me e me mostra,
Enquanto se faz a nudez em seu seio,
O singelo movimento
De cruzar as pernas
Me faz tocar seus músculos
E sentir a doçura de tua carne
E a leveza de tua pele
Deitamos-nos
E eu sinto sua vontade em mim
Diz-me palavras fortes
Que batem na porta da razão
E escancaram as janelas da consciência
Se o verso diz:
A espada é a alma do samurai
Eu, atrevido, completo,
É aço sem valor
Sem espírito forte
Para domar a alma.

Um poema sobre coragem, acredite se quiser
Parabéns pelo “Poesigrafia”; vida longa a essa inesgotável vontade de poetar que sempre se tem. Parabéns ainda pelo aspecto visual do conjunto (que congrega a noite romantica e uma provável vista ao longe da cidade – um longe em que, quem sabe, estamos todos nós).
Parabéns, enfim, por esse sempre toque romantico e de leveza indubitável.
Abraços.
Comment por Patrícia — Fevereiro 27, 2008 @ 1:26 pm