Recordo-me do tempo
Lembranças suaves e macias
Das histórias de Dejanira
De praça cheia e casas vazias.
Era domingo, como outros,
E calor como há tempos não havia
Era tempo de bater janelas
Pegar a família e deixar a casa vazia.
Aproveitar uma prosa no banco
Pedir a mãe a prenda que queria
Voltar depois, num passeio vigoroso,
Tranqüilo por encontrar a casa vazia.
Ontem foi domingo, como outros,
E calor, como há tempos não havia
Foi triste encontrar lojas abarrotadas
E os bancos e praças, vazias.
Não se desfruta mais conversas
O vento sopra e só eu sinto alegria
Paro e descanso na sombra e no banco
Mas que graça há numa praça, vazia.
Tanto quanto olhar a alma das pessoas
Encontrado apenas elas, vazias.
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Em tempo, feita faz 10 minutos
Dejanira é o nome de minha querida avó
Tags: bauru, Carlos Dias, casas, dejanira, poemas, Poesias, Poesigrafia, praças, vazias