Vejo na parede de minha casa
antigos quadros pendurados,
antigos frutos da árvore genealógica
apodrecidos em meio à sombra
que não toca o sol.
Doces quadros pendurados amarrados
com arame para marcar como aviso
de quem vê seu fruto apodrecer.
E faz dele o meu.
Amargos quadros pendurados mutilados
sofrendo no apodrecimento,
sem sol e sem sombra.
Vê! e sente o cheio podre nos cômodos!
Confunde e desorienta a memória.
Só existe concretismo
nas convulsões sinápticas
de um febril estado insano.

ontem a noite, antes da meia-noite, apenas colocando a mão em brasa
Ta bem Augusto dos Anjos essa poesia!
Que bom que você continua escrevendo!
=)
Beijos
Comment por Sara — Março 22, 2008 @ 5:45 pm